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Despacho n.º 6871, de 1 de Agosto de 2019

01 Ago 2019

Publicado o Despacho n.º 6871, de 1/08/2019 que determina que o montante global da componente fixa de financiamento a atribuir pelo Estado, através da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ), para o segundo semestre do ano de 2019 é de EUR 184.708,34, a ser distribuído mensalmente pelos centros de arbitragem que nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 4.º da Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, alterada pela Lei n.º 14/2019, de 12 de fevereiro, integram a rede de arbitragem de consumo.

Considerando que:
1.º As entidades de resolução alternativa de litígios de consumo, adiante designados centros
de arbitragem de conflitos de consumo, assumem -se como formas de administrar a justiça de modo
mais próximo aos cidadãos, sendo este um desígnio assumido de forma clara pelo XXI Governo
Constitucional;
2.º O reforço da tutela propiciada pelo direito do consumo é tanto mais efetivo quanto célere
seja a obtenção de uma decisão em tempo razoável, que seja obtida com respeito pela independência
dos tribunais e pela compreensibilidade do sentido da decisão;
3.º O acesso gratuito ou de custo significativamente reduzido à resolução de conflitos de consumo
é fundamental para garantir a prossecução do imperativo constitucional do acesso à justiça
nesta matéria, com inevitáveis reflexos na impossibilidade de autossustentabilidade dos centros
de arbitragem de conflitos de consumo;
4.º Para suprir as necessidades de financiamento dos centros que integram a rede de arbitragem
de consumo, a Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, na redação em vigor, dada pela Lei
n.º 14/2019, de 12 de fevereiro, veio introduzir um novo modelo de financiamento dos referidos
centros de arbitragem, assente na existência de duas componentes de financiamento, sendo uma
fixa, a atribuir pela Direção -Geral da Política de Justiça e pelas entidades reguladoras dos serviços
públicos essenciais, e outra variável, apenas a cargo destas entidades reguladoras, sendo uma
das fontes de financiamento dos referidos centros de arbitragem;
5.º Os montantes de financiamento que se fixam no presente despacho, com carácter transitório,
devem ser reavaliados no término de 2019, sendo fixados os montantes de financiamento e
emitido novo despacho em resultado de tal exercício de avaliação.
Nos termos da redação em vigor da Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, foram ouvidas as
Entidades Reguladoras dos serviços públicos essenciais, a ANACOM — Autoridade Nacional de
Comunicações, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e a Entidade Reguladora das
Águas e Resíduos.
Determina -se, ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 4.º -A da Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro,
alterada pela Lei n.º 14/2019, de 12 de fevereiro, o seguinte:
1 — O montante global da componente fixa de financiamento a atribuir pelo Estado, através
da Direção -Geral da Política de Justiça (DGPJ), para o segundo semestre do ano de 2019 é de
€ 184.708,34, a ser distribuído mensalmente pelos centros de arbitragem que nos termos do disposto
no n.º 3 do artigo 4.º da Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, alterada pela Lei n.º 14/2019,
de 12 de fevereiro, integram a rede de arbitragem de consumo.
2 — O montante global da componente fixa de financiamento a atribuir pelas entidades reguladoras
de serviços públicos essenciais para o segundo semestre do ano de 2019 é de €120.000,00,
a realizar no montante total de € 40.000,00 por cada entidade reguladora de serviços públicos
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Diário da República, 2.ª série PARTE C
essenciais mediante a distribuição pelos centros de arbitragem de conflitos de consumo que nos
termos do disposto no n.º 3 do artigo 4.º da Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, alterada pela Lei
n.º 14/2019, de 12 de fevereiro, integram a rede de arbitragem de consumo, da seguinte forma:
a) Ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa (CACCL), o montante total
de € 4.571,43;
b) Ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Distrito de Coimbra (CACCDC), o
montante total de € 5.714,29;
c) Ao Centro de Informação de Consumo e Arbitragem do Porto (CICAP), o montante total de
€ 6.857,14;
d) Ao Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Conflitos de Consumo do Algarve
(CIMAAL), o montante total de € 2.285,71;
e) Ao CIAB — Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Consumo (CIAB), o montante
total de € 8.000,00;
f) Ao CNIACC — Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo
(CNIACC), o montante total de € 3.428,57;
g) Ao TRIAVE — Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Ave, Tâmega e Sousa
(TRIAVE), o montante total de € 9.142,86.
3 — A distribuição dos montantes que se refere o número anterior efetua -se com respeito por
uma progressividade de 50 % entre cada centro, tendo por base a ordenação final dos centros de
arbitragem de conflitos de consumo resultante da média da avaliação do desempenho obtida nos
anos de 2014 a 2017, tomando por base o modelo de avaliação estabelecido no anexo ao presente
despacho, que do mesmo faz parte integrante.
4 — O pagamento dos montantes referidos no n.º 2 efetua -se em duas tranches de partes
iguais, a realizar, respetivamente, nos meses de agosto e dezembro através de transferência bancária
para os Centros de Arbitragem abrangidos pelo presente Despacho.
5 — O presente despacho que será objeto de avaliação no último trimestre de 2019 vigora até
ao final deste ano, sendo a componente fixa do financiamento a atribuir pela DGPJ e pelas entidades
reguladoras de serviços públicos essenciais no ano de 2020, objeto de um novo despacho.
6 — O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
23 de julho de 2019. — A Secretária de Estado da Justiça, Anabela Damásio Caetano Pedroso.
— 19 de julho de 2019. — O Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Veloso
da Silva Torres.

ANEXO

1 — A avaliação do desempenho dos centros de arbitragem de conflitos de consumo que nos
termos do disposto no n.º 3 do artigo 4.º da Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, alterada pela Lei
n.º 14/2019, de 12 de fevereiro, integram a rede de arbitragem de consumo, realiza -se para os
efeitos do presente despacho tendo por base a ordenação dos centros, efetuada pela Direção -Geral
da Política de Justiça nos anos de 2014 a 2017, de harmonia com os seguintes critérios:
a) Procura, com uma ponderação global de 25 % na avaliação final;
b) Eficácia, com uma ponderação global de 30 % na avaliação final;
c) Eficiência, com uma ponderação global de 30 % na avaliação final;
d) Qualidade, com uma ponderação global de 15 % na avaliação final.
2 — O critério a que se refere a alínea a) do número anterior tem por indicador o número de
processos entrados por cada 100.000 habitantes abrangidos pela competência territorial do centro
de arbitragem.
3 — O critério a que se refere a alínea b) do n.º 1 tem por indicador a percentagem de processos
findos com resolução no total dos processos findos.
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4 — O critério a que se refere a alínea c) do n.º 1 tem os seguintes indicadores:
a) A média ponderada do custo de cada processo entrado para o Ministério da Justiça, tendo
por referência o financiamento concedido pela Direção -Geral da Política de Justiça, com um peso
de 90 % na avaliação deste indicador;
b) A percentagem do financiamento atribuído pelo Ministério da Justiça, através da Direção -Geral
da Política de Justiça, no montante total das receitas arrecadadas pelo centro de arbitragem.
5 — O critério a que se refere a alínea d) do n.º 1 tem por indicador a avaliação do grau de
satisfação dos utentes dos centros de arbitragem, de acordo com a ordenação dos centros de arbitragem
constante do barómetro de satisfação dos utentes dos centros de arbitragem, elaborado
pela Direção -Geral da Política de Justiça.
6 — Obtida a classificação final de cada centro de arbitragem, em função das ponderações
indicadas nos números anteriores, os centros de arbitragem são ordenados por ordem decrescente,
estabelecendo -se como critério de desempate, em caso de igualdade de pontuação, o da
maior procura, isto é, é classificado em primeiro lugar o centro de arbitragem com maior número
de processos entrados.